A transformação digital no agronegócio está posicionando a governança de dados como pilar estratégico. Com IA, rastreabilidade e LGPD, as empresas do setor passam a enxergar os dados como ativo que sustenta eficiência e decisões em tempo real.
Em entrevista, Edgard Mitre, diretor-executivo da EMX Tecnologia, reforça que a governança de dados saiu do campo do compliance para se tornar base de ganho de escala e controle operacional. “Governança bem estruturada transforma dados em ativos estratégicos”, ele afirma, destacando que a transformação é impulsionada por dados, IA e novas exigências regulatórias.
A visibilidade de dados sensíveis é essencial, pois Mitre aponta que informações ficam dispersas em arquivos, e-mails, nuvens e sistemas legados. Sem classificação e controle, o risco se eleva e a LGPD no agro ganha peso na agenda executiva, principalmente onde há operações distribuídas.
Quanto à IA na governança, o executivo afirma que a tecnologia amplia a escala das análises e acelera a identificação de riscos. “A IA analisa grandes volumes de dados não estruturados, identifica padrões e classifica riscos de forma mais rápida e consistente, desde que haja dados organizados e governados”, ressalta.
A complexidade do agronegócio reforça a necessidade de integração entre plataformas. Ambientes fragmentados reduzem visibilidade e atrapalham a leitura consolidada da operação. A solução, segundo Mitre, é centralizar dados e construir um ecossistema único que conecte governança, segurança e compliance, para sustentar produção, rastreabilidade e tomada de decisão ágil.
Para 2026, ele projeta governança em tempo real, automação preditiva e menos ferramentas isoladas, com maior integração entre plataformas e disseminação da inteligência pelo negócio, buscando decisões distribuídas com mais confiança.