Participantes da TelComp, Datora e Arqia integram a delegação da associação durante o Mobile World Congress (MWC) 2026, em Barcelona, para fortalecer a pauta regulatória que envolve o crescimento do IoT, a destinação de espectro e as mudanças no PGMC. O objetivo é aproximar tecnologia, negócios e regulação, conectando reguladores, parlamentares e empresas brasileiras de telecomunicações.
Segundo Tomas Fuchs, fundador e CEO da Datora, integrar a comitiva organizada pela TelComp facilita o acesso às novidades apresentadas na feira e aproxima a empresa de autoridades brasileiras que acompanham a agenda regulatória. Ele destaca a importância de manter o debate próximo da tecnologia e dos reguladores, argumentando que o diálogo aberto ajuda a qualificar o que deve ser regulado e como fazê-lo.
Fuchs também enfatizou que levar em loco as experiências globais vivenciadas no MWC torna o tema regulatório mais tangível para o Legislativo, ajudando a moldar regulamentações e leis futuras no Brasil. A conversa prática sobre tecnologias emergentes, segundo ele, é crucial para tornar o debate mais concreto para quem não atua diariamente no setor de telecomunicações.
No front regulatório de espectro, o executivo mencionou o interesse da Datora em futuras licitações da Anatel. Embora não tenha podido competir na primeira rodada do próximo leilão da faixa de 700 MHz, ele recordou que, em 2021, a empresa foi a única a apresentar lance naquela faixa. O grupo também observa oportunidades na faixa de 850 MHz e, com ressalvas, na de 450 MHz, cuja adoção depende de disponibilidade de dispositivos compatíveis e custos operacionais.
No que diz respeito a investimentos, Fuchs informou que a Datora e a Arqia continuam fortalecendo plataformas de IoT com maior redundância geográfica para ampliar a disponibilidade de serviços aos clientes. A abertura de escritório no México marca a expansão para a região Latam, reforçando a estratégia de atuação além do Brasil, visando atender a clientes em toda a América Latina.
A atuação coordenada da TelComp funciona como uma ponte entre empresas, reguladores e parlamentares, ancorada em evidências de desenvolvimento tecnológico global. Segundo o executivo, a interação entre esses públicos é fundamental para promover um ecossistema regulatório que acompanhe as inovações, com o IoT e a competição no mercado brasileiro ganhando maior consistência.