Tools

News

Notícias

Classificados

Cursos

Broker

IPv4:

IPv6:

 

UpOrDown
Ping
MTR
Smokeping
MTU Detect
Portscan
DNS
HTTP/SSL
My IP
IP Calc
IP Extractor
Uptime Monitor

ABES critica elevação de impostos para TICs

Image © Convergenciadigital
A ABES alerta que o aumento das alíquotas de importação para equipamentos de TICs, incluindo datacenters, servers, redes e semicondutores, prejudica a soberania digital e contraria o regime de incentivos REDATA.

O governo, por meio da Câmara de Comércio Exterior (Câmera de Comércio Exterior), elevou as alíquotas do Imposto de Importação sobre equipamentos de TICs, incluindo servidores de datacenters, switches, roteadores, armazenamento e semicondutores, com faixas que variam de 12,6% a 25%, conforme a resolução GECEX n° 852/2026, de 4 de fevereiro.

A Associação Brasileira de Software (ABES) afirma que a medida terá efeitos graves sobre o mercado e é contraditória com o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, o REDATA, apresentado pela mesma gestão pública. Segundo a ABES, os servidores de processamento de dados — coração dos datacenters e da infraestrutura de cloud — passam a ter alíquotas de 18% para equipamentos de média capacidade e até 25% para servidores de grande capacidade.

Equipamentos de rede essenciais, como switches e roteadores que garantem conectividade para serviços digitais, trabalho remoto e cloud computing, foram tributados em 25%. Sistemas de armazenamento de dados, vitais para manter informações de clientes, prontuários médicos, registros fiscais e contratos, enfrentam alíquotas entre 12,6% e 14%. Semicondutores e circuitos integrados, componentes críticos para manutenção e expansão de infraestrutura, foram tributados em 7,2%.

No documento, a ABES ressalta que a medida não afeta apenas o setor de tecnologia, mas toda a economia, já que a tecnologia da informação constitui a infraestrutura transversal que sustenta diversos setores, além de viabilizar serviços públicos, ensino e pesquisa. “A tecnologia deixou há muito tempo de ser um setor isolado da economia; ela é a base sobre a qual operam o sistema financeiro, varejo, saúde digital, indústria 4.0 e serviços públicos digitais”, destaca a ABES.

“Quando o custo da infraestrutura tecnológica aumenta, o custo de operação da economia como um todo eleva-se também. O encarecimento de servidores, redes e armazenamento repercute cascata sobre todos os setores que dependem dessa infraestrutura, dificultando a soberania tecnológica e a competitividade”, alerta a ABES.

Aumento do Imposto de Importação x Redata

A ABES aponta que a quem observa a política pública há uma contradição com o REDATA. O Projeto de Lei nº 278/2026, que institui o REDATA, foi elaborado para atrair investimentos em datacenters, oferecendo suspensão de tributos como II, IPI, PIS/Pasep e Cofins na importação e aquisição de equipamentos de TIC destinados ao ativo imobilizado de datacenters.

“A contradição fica evidente: enquanto o REDATA propõe alíquota zero ou reduzida mediante contrapartidas, a Resolução GECEX 852/2026 impõe alíquotas elevadas que, mesmo com suspensão, produzem custo de oportunidade e risco regulatório para investidores. Em termos práticos, mesmo com REDATA, investimentos no Brasil continuam menos atraentes sem uma redução substancial de tarifas”, aponta a entidade, citando números como o custo adicional de 3,6 a 4,4 milhões de dólares para um datacenter médio de 20 milhões de dólares, após o período de suspensão.

A ABES também observa que o Brasil perde competitividade frente Chile, México e Colômbia, que mantêm alíquotas de importação entre zero e 6% para equipamentos de TI, ao mesmo tempo em que oferecem incentivos específicos para datacenters. Com as atuais alíquotas de 12,6% a 25%, o país fica menos atrativo para investimentos de cloud computing, ainda que haja incentivos do REDATA.

Ao final, a ABES recomenda: aprovar o REDATA com alíquota zero ou reduzida (máximo 5%) para equipamentos essenciais a datacenters, incluir servidores de processamento, equipamentos de rede, armazenamento e semicondutores críticos; e revisar a Tarifa Externa Comum para reconhecer esses bens como estratégicos equivalentes aos setores de energia, defesa e saúde.

 

Convergenciadigital

Notícias relacionadas

Meta fecha acordo de IA com CoreWeave
Redes digitais viram principal meio de informação no Brasil
Plataformas dominam informação no Brasil
Seis universidades apoiam TEDs da Anatel
Legislação ambiental para data centers: falta em estados
França troca Windows por Linux para reduzir dependência

O ISP.Tools sobrevive graças aos anúncios.

Considere desativar seu bloqueador de anúncios.
Prometemos não ser intrusivos.

Consentimento para cookies

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no nosso site.

Ao utilizar o nosso site, você concorda com o uso de cookies. Saiba mais