A Unifique apresentou para 2026 uma estratégia estruturada em três pilares: expansão da operação móvel, continuidade da consolidação regional por meio de aquisições e fortalecimento da presença fora de Santa Catarina. A companhia destacou que, ao fechar 2025, operava com alavancagem de 0,62 vez, margem EBITDA ajustada de 50,9% e lucro líquido de R$ 209 milhões, dados que a gestão vincula à capacidade de executar operações transformacionais.
O eixo móvel é apontado como o vetor mais visível dessa nova etapa, com a base de clientes permanecendo fortemente conectada ao Ativo Fixo. Ao final de 2025, a Unifique possuía 247.752 linhas ativas de telefonia móvel, registrando uma adição líquida de 152.404 acessos no ano. Do total de linhas, 81% estavam em combo com banda larga, destacando a estratégia de monetizar a base existente.
Entre os indicadores de desempenho, a empresa informou churn de 1,48% e cobertura própria em 128 cidades, alcançando 4,4 milhões de habitantes cobertos. Além disso, 53,6% das linhas ativadas no quarto trimestre vieram por portabilidade de outras operadoras, acentuando o dinamismo da base regional.
As ações no Paraná devem ganhar tração em 2026. Em janeiro, a Unifique fechou acordo para adquirir autorização de uso de radiofrequência na faixa de 3,5 GHz no estado, em bloco de 80 MHz, com atuação prevista em cidades como Maringá, Cianorte, Astorga, Mandaguari, Jandaia do Sul, Loanda e outras (lista completa apresentada pela empresa). Em março, a subsidiária Unifique Paraná assinou contrato para aquisição de 100% das quotas da iSUPER Telecom, por R$ 20 milhões, com equity value de R$ 37,9 milhões e base de 24 mil clientes.
Quanto à adminstração de capitais, a Unifique reforçou que a estrutura de capital oferece espaço para novas frentes de crescimento. O balanço apontou disponibilidade de R$ 280,7 milhões ao fim de 2025 e a S&P Global Ratings elevou o rating corporativo de brAA- para brAA com perspectiva estável, citando expectativa de expansão da base de clientes, crescimento orgânico e aquisições, mantendo a rentabilidade. Em 15 de março, a empresa realizou sua quarta emissão de debêntures, no valor de R$ 500 milhões, com prazo de sete anos, fortalecendo o caixa para sustentar a estratégia de 2026.
Além da conectividade, a companhia mantém a diversificação de portfólio. Em 2025, banda larga, móvel, telefonia fixa, TV por assinatura e Wi‑Fi business responderam pela maior parte da receita, enquanto a empresa ampliou frentes como câmeras de segurança, seguros residenciais, telemedicina, casa inteligente, investimentos, energia solar, cibersegurança, cloud e gestão de infraestrutura de TI. Na banda larga fixa, a base atingiu 867.952 clientes em dezembro, com market share de 21,7% em Santa Catarina e churn mensal de 1,36%, cenário que ajuda a sustentar a estratégia móvel baseada em combos e na extração de valor sobre a base atual.