Durante o MWC 2026, o CEO global do Grupo TIM, Pietro Labriola, apresentou a visão de que conectividade, nuvem e inteligência artificial formam uma única cadeia alimentar digital, na qual cada elemento depende do outro.
Segundo Labriola, a IA não funciona sem a nuvem e a nuvem, por sua vez, depende dos serviços de telecomunicações e da rede. Essa interdependência, afirmou, exige uma gestão holística do sistema digital compartilhado.
Ele destacou ainda uma mudança essencial na operação da rede: já não basta velocidade e cobertura; a qualidade de serviço, com baixa latência e uplink mais robusto, passa a ser a prioridade para aplicações futuras como drones e IA.
No entanto, o executivo também ressaltou a importância da soberania digital, enfatizando três pilares: soberania de dados, soberania operacional e soberania tecnológica. Ele questionou onde os dados residem na nuvem e sob que jurisdição operam.
Para Labriola, não se trata de uma disputa entre operadoras e hyperscalers, mas de uma coopetição entre todos os atores do ecossistema. Ele argumenta que a velocidade da IA exige que operadores pensem “fora da caixa” e adotem uma governança compartilhada, com a metáfora de que quem detém a chave do carro dita o ritmo do sistema.
Ele ainda alertou para a velocidade das mudanças promovidas pela IA, citando o rápido crescimento de ferramentas como o ChatGPT, que atingiu 100 milhões de usuários em seis meses, e reforçou a necessidade de cooperação entre os diferentes players do ecossistema.