A Anatel autorizou em 12 de fevereiro de 2026 a operação da SpaceSail no Brasil, marcando a entrada de um concorrente chinês direto da Starlink no mercado de internet via satélite. A licença inicial cobre 324 satélites de órbita baixa (LEO) e tem validade até julho de 2031, com início das operações comerciais previsto para o quarto trimestre de 2026.
A SpaceSail, vinculada à fabricante chinesa Qianfan, chega ao Brasil para competir diretamente com a Starlink, que já acumula cerca de 1 milhão de usuários no país. A autorização permite que a SpaceSail opere uma constelação de 324 satélites LEO no território, ampliando o conjunto de opções de conectividade não geoestacionária autorizadas no país, que já soma 15 sistemas estrangeiros.
O plano de expansão da SpaceSail prevê metas agressivas, incluindo uma ambiciosa expansão até 2030 para volumes de satélites muito maiores, refletindo um investimento de longo prazo na região. A operação brasileira ocorre em sintonia com uma estratégia global apoiada por investimentos estatais na China.
Para líderes de TI, a entrada de um novo player cria oportunidades de diversificação de fornecedores, que podem reduzir riscos operacionais em áreas remotas, como a Amazônia, e criar espaço para renegociação de contratos. Contudo, a presença de uma empresa de origem chinesa levanta questões de compliance, soberania de dados e conformidade com regras de segurança da informação vigentes no Brasil.
Entre os desafios regulatórios, destacam-se a coordenação de frequências entre 15 sistemas autorizados e a necessidade de acompanhar SLAs, qualidade de serviço e mecanismos de resolução de incidentes. Além disso, cresce a preocupação com a sustentabilidade orbital, dado o aumento de satélites em órbita baixa e os potenciais detritos gerados.
Organizações devem avaliar cobertura, latência e capacidade, bem como o custo total de propriedade, incluindo equipamentos, instalação e manutenção. A janela de lançamento oferece oportunidades de condições comerciais mais favoráveis para quem antecipar estudos de viabilidade e planejar a adoção da SpaceSail no Brasil.”