As principais federações sindicais do setor de telecomunicações — Fitratelp, Fenattel e FITT/Livre — enviaram ao gestor judicial da Oi, Bruno Rezende, um pedido para definir com clareza um cronograma de desligamentos e o pagamento de verbas rescisórias aos trabalhadores do grupo.
No documento, as entidades afirmam que a ausência de um cronograma oficial e o adiamento de decisões prejudicam o planejamento de vida de centenas de famílias, descrevendo a situação como um “barco à deriva”.
Segundo as federações, promessas feitas pela administração da empresa não estariam sendo cumpridas, o que, segundo eles, agrava a insegurança financeira e também afeta a saúde mental dos empregados, diante do risco de não recebimento das verbas.
As organizações trazem à tona o caso da Serede, subsidiária de serviços de campo da Oi, cuja liquidação resultou na demissão de milhares sem o pagamento das verbas devidas, e concluem que o mesmo desfecho pode ocorrer na matriz.
Diante da falta de respostas, as federações afirmam que não pouparão esforços para denunciar a gestão atual ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Organização Internacional do Trabalho (OIT), exigindo a confirmação formal de reserva de recursos para as indenizações e a data de início do programa de desligamentos.