A SES está adotando uma nova rota tecnológica para futuras constelações, com foco em controle da cadeia de suprimentos, modelos mais flexíveis e redução de custos. O executivo Ken Takagi afirmou que há um movimento claro para lançar uma constelação em órbita média ainda neste século, descrevendo o projeto como um passo estratégico para a empresa.
Para acelerar o desenvolvimento, a companhia aposta no conceito de new space, contando com parcerias com startups como a K2 Space — criada por ex-engenheiros da SpaceX — para iniciar a construção de satélites. A ideia é manter velocidade, reduzir custos e estimular a inovação, rompendo com a tradição de depender apenas de grandes fabricantes do setor.
No campo de serviços, a SES vislumbra uma rede de conectividade no espaço por meio de links entre satélites com comunicação por laser, transformando-se numa espécie de rede carrier-de-carriers que pode apoiar outras empresas e aplicações espaciais sem exigir grandes conjunções orbitas globais.
Entre as pautas tecnológicas, a empresa planeja o desenvolvimento de 5G para NTN, trabalhando com padrões abertos. A SES já opera um sistema 5G em seus laboratórios e demonstra hoje a primeira versão do 5G NTN via satélite. As aplicações iniciais devem surgir na banda larga, com foco estratégico na mobilidade: veículos conectados, frotas de caminhões, uso na agricultura, construção e marítimo, sempre com terminais capazes de se comunicar com LEO, MEO e GEO usando o mesmo padrão, assegurando conectividade global e faturamento unificado.
No front de dispositivos (D2D), a SES atua como investidora e parceira estratégica da Lynk, uma operadora D2D com participação minoritária da SES e da Intelsat. A cooperação visa acelerar o caminho ao mercado e integrar alguns serviços da Lynk ao portfólio da SES.