A primeira semana de entrega do Imposto de Renda 2026 registrou mais de 5,3 milhões de declarações enviadas e 60% dos contribuintes optando pela opção pré-preenchida, conforme dados da Receita Federal nesta segunda-feira (30/3).
Para sustentar o fluxo de acessos, a Receita Federal e o Serpro revisaram a estratégia de cache do IRPF 2026, com foco na estabilidade durante picos de tráfego.
Anteriormente, o cache era centralizado, o que apresentava limitações em cenários de alta concorrência, especialmente próximo do encerramento do prazo de entrega, quando o volume de requisições aumenta.
A solução implementada em 2026 foi um modelo de cache descentralizado em memória, com atualizações temporalizadas entre os componentes da aplicação, reduzindo dependências e o tempo de acesso às informações.
“A adoção de cache descentralizado permitiu alcançar a performance necessária para evitar qualquer tipo de fricção para o usuário nos momentos de pico”, afirmou Flávio Matos, gerente de Divisão de Desenvolvimento do IRPF.
A arquitetura do Imposto de Renda 2026 é baseada em microserviços e depende de integrações críticas, como bases de CPF e CNPJ, além de outros sistemas da Receita Federal. O monitoramento em tempo real acompanha serviços internos e o desempenho dessas integrações, permitindo identificar impactos cruzados entre componentes da aplicação.