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Seja Digital impulsiona TV 3.0 com infraestrutura experimental

Image © Telesintese
Gunnar Bedicks detalha a estratégia da Seja Digital para acelerar a TV 3.0 no Brasil, com estações experimentais, salas técnicas em nuvem, desenvolvimento de aplicativos e 3 mil set-top boxes de engenharia.

A Seja Digital está montando uma frente operacional para acelerar o desenvolvimento e a validação da TV 3.0 no Brasil, com estações experimentais, salas técnicas em nuvem, desenvolvimento de aplicativos e uma primeira leva de 3 mil set-top boxes de engenharia.

A estratégia, apresentada pelo CTO Gunnar Bedicks, é realizada em parceria com o Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital, com foco na aceleração do desenvolvimento tecnológico, não na implantação comercial imediata.

A entidade busca envolver toda a cadeia de fornecedores: fabricantes de transmissores, antenas e desenvolvedores de software ligados aos componentes centrais da arquitetura DTV+ como Dash Encoder, signaling server e gateway.

A Seja Digital criou salas técnicas em ambiente de nuvem e também trabalha na implementação desse arranjo em ambiente on‑premises. O objetivo é oferecer aos radiodifusores um ambiente de testes e observação do comportamento da tecnologia, para formar convicção sobre a melhor forma de implementá-la.

São Paulo já opera; Brasília entra em abril. Na parte física da infraestrutura de testes, Bedicks afirmou que as estações em São Paulo já estão operacionais, com parcerias em torres da Record, do SBT e do Jaraguá, onde atuam Bandeirantes, Globo, SBT e Record. A próxima etapa é Brasília, com a instalação da estação experimental na torre central da EBC, prevista para o início de abril.

Essas estações servirão não apenas para testes de engenharia, mas também para que a indústria, os desenvolvedores e os radiodifusores acompanhem na prática a operação do novo sistema.

Set-top boxes começam a ser distribuídos em junho. Embora não haja definição sobre políticas públicas para distribuição à população, a Seja Digital trabalha no desenvolvimento e teste desses equipamentos domésticos. Segundo Bedicks, 3 mil set-top boxes de engenharia já estão encomendados e em produção, com entrega prevista para junho para radiodifusores, formadores de opinião, ministérios e entidades governamentais.

Os receptores iniciais ainda são set-top boxes, mas o mesmo elemento central — o silício e o dispositivo-base — deverá ser utilizado futuramente nos televisores, estabelecendo uma ponte para a indústria de receptores finais e smart TVs.

No front técnico, a melhoria da recepção tem se destacado: o demodulador MIMO, crítico no passado, mostrou maturação com as primeiras amostras surgindo em janeiro. Os testes apontam ganho de cerca de 8 dB no limiar de recepção em relação ao ISDB-T, o que pode beneficiar áreas distantes e reflexos positivos sobre a TV 2.0.

Além disso, a fase atual envolve testes de antenas internas em regime de co-design entre antena e receptor para otimizar desempenho. Também há avanço no desenvolvimento de aplicativos para rodar nesses equipamentos, com a plataforma comum de governo digital já prevista no primeiro lote de set-top boxes da TV 3.0.

 

Telesintese

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