A pecuária brasileira atingiu um marco técnico que aponta para reduções significativas de emissões por meio da antecipação do abate e de ganhos de eficiência produtiva. As estimativas, reveladas pelo portal O Mato Grosso, indicam que entre 30% e 40% das emissões por unidade de produto podem ser cortadas, dependendo de como o setor gerencia o ciclo produtivo.
O cenário mais promissor prevê uma queda total de até 80% nas emissões do setor até 2050, caso haja combinação de manejo intensivo, recuperação de pastagens e a implementação de sistemas robustos de rastreabilidade digital e monitoramento em tempo real.
Para viabilizar essa transformação, o setor precisará de infraestrutura tecnológica avançada capaz de validar práticas sustentáveis em padrões internacionais. A demanda por provas auditáveis cresce, especialmente entre países exportadores como o Brasil, que enfrentam exigências de compliance ambiental cada vez mais rigorosas.
Especialistas apontam que a adoção de tecnologias como Internet das Coisas, sensoriamento remoto e análise de big data será crucial para operacionalizar a transição. Em paralelo, soluções baseadas em blockchain e contratos inteligentes podem assegurar a imutabilidade de registros ambientais e facilitar certificações automáticas conforme métricas de sustentabilidade.
Entre os desafios, destacam-se a cibersegurança, a integração entre plataformas de diferentes fornecedores, e a necessidade de conectividade em áreas rurais remotas. Profissionais do setor destacam que a transformação digital não é opcional, devendo caminhar lado a lado com a capacitação de produtores e a infraestrutura de TI adequada para suportar milhões de propriedades.