As PMEs devem permanecer no centro das atenções das operadoras neste ano. Em São Paulo, durante o Fórum de Operadoras Inovadoras, representantes da Vivo, TIM e Claro discutiram como esse segmento exige estratégias específicas para atender às suas demandas.
Karina Baccaro, diretora de marketing e operações B2B da Vivo, enfatizou que “não há um único remédio para todas as verticais e portes de empresas, por isso, precisamos nos adaptar ao modelo de negócio mais atraente às PMEs”. Já Paulo Humberto Gouvea, diretor de vendas B2B da TIM, destacou o desafio de demonstrar o valor agregado dos serviços no corporativo.
A Vivo aposta em “fazer o básico bem feito” com soluções práticas, como locação de computadores e plataformas de colaboração financeira. A operadora tem investido em novas verticais, com aquisições de empresas como Vita, especializada em networking, e IPNet, que oferece soluções de cloud, buscando ampliar o portfólio B2B com parcerias estratégicas.
Karina reforçou que “não há uma receita de bolo” e que é preciso ter bons parceiros, equipes treinadas e acompanhar a concorrência para se manter competitivo. Além disso, a Vivo ressalta que não terceiriza o atendimento B2B, mantendo 5 mil consultores de relacionamento presencial para ampliar os negócios dentro do cliente.
Alexandre Gomes, diretor de marketing da Claro Empresas, trouxe o contraponto ao debate ao apontar o desafio de levar redes privativas 5G às PMEs, um passo que exige maturidade digital e alto investimento, embora possa impulsionar inovações como IA, IoT, Cloud e Analytics.
Na TIM, a aposta é padronizar pacotes, oferecer serviços de prateleira e SaaS, para que as tecnologias pesem menos no orçamento das PMEs e acompanhem o ritmo acelerado de mudanças. A operadora também planeja levar conectividade de alto desempenho a setores como agronegócio e rodovias, ampliando o alcance para pequenas e médias empresas.