Como faz todos os anos, o World Economic Forum (WEF) publicou seu relatório anual sobre cibersegurança, trazendo uma análise aprofundada das tendências, riscos e recomendações estratégicas para organizações ao redor do mundo. O documento salva informações, dados e insights para orientar decisões de líderes globais e impulsionar a resiliência cibernética em um momento de rápida evolução tecnológica e ameaças cada vez mais complexas.
A mensagem central é clara: a cibersegurança deixou de ser apenas um tema técnico e tornou-se um imperativo estratégico, econômico e social. Empresas, governos e a sociedade devem agir de forma coordenada para enfrentar um cenário cada vez mais dinâmico e conectado.
Entre as constatações, o relatório aponta que a transformação digital impulsionada por IA, nuvem e IoT gerou ganhos, mas também abriu espaço para riscos sem precedentes. Em 2025, as vulnerabilidades associadas à IA cresceram 87%, tornando esse tema o maior foco de preocupação em cibersegurança. Além disso, 91% das grandes organizações revisaram seus planos de segurança diante da geopolítica instável e da fragmentação regulatória.
O estudo também evidencia um aumento da fraude cibernética, com 73% dos líderes reportando incidentes como phishing, roubo de identidade e fraudes financeiras. A IA generativa aparece como uma ferramenta de ataque cada vez mais convincente, incluindo deepfakes, elevando a urgência de defesas mais sofisticadas. A desigualdade cibernética persiste, com América Latina e África enfrentando escassez de talentos que dificulta respostas rápidas a incidentes.
Entre os maiores desafios estratégicos, o relatório aponta evolução rápida de ameaças, cadeias de suprimentos vulneráveis e escassez de talentos — 45% e 46%, respectivamente, dos respondentes citando esses fatores como entraves à resiliência. Recomenda-se, ainda, ampliar a cooperação entre setores para criar soluções escaláveis e sustentáveis diante de um ecossistema tecnológico cada vez mais dependente de provedores de nuvem e IoT.
Entre as ações sugeridas pelo WEF, destacam-se governança robusta para IA com políticas éticas e seguras, adoção de práticas de segurança por design, mapeamento e testes regulares da cadeia de suprimentos, protocolos de resposta a incidentes envolvendo terceiros, e investimento em formação e inclusão digital para ampliar a base de profissionais qualificados. O relatório também incentiva a preparação para criptografia pós-quântica e a proteção de infraestruturas críticas, considerando riscos climáticos ligados à tecnologia. Em síntese, o chamariz é claro: a cibersegurança exige ação coletiva entre setores público e privado para sustentar a transformação digital com resiliência.
Para quem acompanha o setor, o informe também faz um chamado à ação coletiva. Organizações que adotarem práticas proativas, fortalecendo governança e promovendo uma cultura de segurança, estarão mais bem posicionadas para enfrentar a transformação digital em um mundo cada vez mais interconectado. E, para não perder qualquer novidade, o Itshow convida leitores a seguir a publicação no LinkedIn e assinar a News para ficar por dentro de todas as notícias de TI e Cibersegurança.