Tools

News

Notícias

Classificados

Cursos

Broker

IPv4:

IPv6:

 

UpOrDown
Ping
MTR
Smokeping
MTU Detect
Portscan
DNS
HTTP/SSL
My IP
IP Calc
IP Extractor
Uptime Monitor

Pejotização: MEI ameaça Previdência e proteção social

Image © Convergenciadigital
Debates no TST, no âmbito do Congresso Diálogos Internacionais: Relações de Trabalho na Sociedade Contemporânea, destacaram a pejotização como desafio à proteção social e ao financiamento da seguridade brasileira.

Durante o Congresso Internacional Diálogos Internacionais: Relações de Trabalho na Sociedade Contemporânea, debates no Tribunal Superior do Trabalho reiteraram que a pejotização, inclusive via modelos como o MEI, não representa modernização das relações de trabalho, mas uma reconfiguração de vínculos com potencial para precarização e transferência de riscos ao trabalhador.

No plano jurídico, especialistas da Universidade de Brasília defenderam que a primazia da realidade deve prevalecer sobre a forma contratual. Quando o trabalhador não possui autonomia real, não fixa preço, não assume riscos com possibilidade de lucro e não dispõe de estrutura empresarial própria, a constituição de pessoa jurídica pode mascarar vínculo empregatício.

Os debatedores ainda destacaram que a pejotização irregular atinge com maior intensidade grupos socialmente vulneráveis, contribuindo para a informalidade estrutural e fragilizando a proteção social.

Do ponto de vista social e fiscal, a migração de trabalhadores formais para modelos como o MEI é apontada como reduções na arrecadação previdenciária e nos depósitos do FGTS, com efeitos de médio e longo prazo sobre políticas públicas e o financiamento da seguridade social.

Em termos empíricos, pesquisas do Centro de Pesquisas Judiciárias do TST e do CSJT analisaram cerca de 3 mil decisões sobre pejotização, revelando que não há reconhecimento automático de fraude pela Justiça do Trabalho. Nos Tribunais Regionais do Trabalho há equilíbrio entre decisões de reconhecimento e não reconhecimento, enquanto no TST predomina a confirmação de contratos sob forma civil, com baixos índices de reconhecimento de vínculo.

Sob o prisma histórico e sociológico, a pejotização foi situada no contexto da transformação do capitalismo contemporâneo, marcado pela financeirização, pela plataformização e pela intensiva incorporação de tecnologias digitais. A promessa de autonomia associada ao empreendedorismo foi vista como muitas vezes dissociada das condições reais de trabalho, com controle de preços, regras e permanência pelo empregador.

A conclusão geral do congresso é que o tema ultrapassa a esfera individual e contratual, configurando um fenômeno com efeitos jurídicos, econômicos e sociais interligados ao financiamento da seguridade, à proteção contra riscos sociais e à própria configuração do mercado de trabalho. Para os participantes, enfrentar a pejotização demanda articulação institucional, uso de evidências e reflexão sobre os limites da desregulamentação, sempre com respeito ao princípio constitucional de proteção ao trabalho.

 

Convergenciadigital

Notícias relacionadas

IA na integração com ferramentas e automação segura da rede | Cortes do Camada 8
Telefônica Brasil confirma saída de CFO
Abrigo Amigo cresce no Rio
Equinix e Auren firmam autoprodução de energia
Vivo amplia Vivo Pay com seguros de vida e viagem
Polícia e Microsoft derrubam Tycoon 2FA

O ISP.Tools sobrevive graças aos anúncios.

Considere desativar seu bloqueador de anúncios.
Prometemos não ser intrusivos.

Consentimento para cookies

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no nosso site.

Ao utilizar o nosso site, você concorda com o uso de cookies. Saiba mais