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Novo CNPJ Alfanumérico: impactos em sistemas

Image © Convergenciadigital
A Receita Federal publicou a Instrução Normativa RFB nº 2.229/2024, definindo a adoção do CNPJ em formato alfanumérico a partir de julho de 2026. A mudança, mantidos os 14 caracteres, permitirá letras nas primeiras posições e exigirá preparo de sistemas e integrações.

A Instrução Normativa RFB n° 2.229/2024 determina a adoção do CNPJ em formato alfanumérico a partir de julho de 2026. O CNPJ continuará com 14 caracteres, mas as primeiras posições passarão a aceitar letras, mantendo os dígitos verificadores no final. A mudança vale apenas para novas inscrições (novas empresas e filiais), enquanto CNPJs existentes permanecem válidos.

Na prática, a mudança funciona como um teste de maturidade operacional: muitos sistemas foram desenvolvidos considerando o CNPJ apenas como número e não estão prontos para o novo formato. Isso pode impactar cadastros que aceitam apenas dígitos, regras que bloqueiam letras ou validações que salvam sem considerar o formato alfanumérico.

Se não houver preparo, operações simples (como cadastrar um cliente) ou fluxos mais críticos (faturamento, cobranças e emissão de documentos) podem sofrer interrupções ou atrasos.

Para evitar problemas, é fundamental que os sistemas e integrações consigam lidar com os dois formatos, antigo e novo, sem travar a rotina. O CNPJ costuma conectar ERP, CRM, fiscal, bancos e plataformas externas, então a incompatibilidade em uma ponta pode afetar várias frentes.

Checklist prático para a mudança do novo CPNJ:

  • Descobrir onde o CNPJ é utilizado na prática, incluindo telas de cadastro, formulários, portais, planilhas e trocas de dados com clientes, fornecedores e parceiros.
  • Garantir que campos do CNPJ aceitem tanto o formato numérico quanto o alfanumérico, sem cortar caracteres.
  • Revisar regras de validação para permitir letras sem impedir o salvamento.
  • Checar cada integração de dados entre ERP, CRM, plataformas fiscais, bancos e terceiros.
  • Planejar a preparação com antecedência: quanto antes a empresa identificar os usos do CNPJ, menor será o risco de interrupções.

O avanço para o CNPJ alfanumérico não é apenas um ajuste cadastral; é uma avaliação prática da maturidade operacional das organizações. Com a data de julho de 2026 distante, a preparação começa agora para reduzir retrabalho, falhas de validação e atrasos.

*Erich Silva é Diretor de Operações e Talentos e sócio da Lecom, com mais de 25 anos de experiência em consultoria e tecnologia.

 

Convergenciadigital

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