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Mobilidade móvel soma US$11,3 trilhões até 2030

Image © Telesintese
Relatório The Mobile Economy 2026, da GSMA Intelligence, aponta o peso crescente do setor móvel na economia global, com foco em IA, eSIM e espectro regulatório para 6 GHz.

No primeiro dia do MWC Barcelona 2026, o relatório The Mobile Economy 2026, da GSMA Intelligence, aponta que a contribuição das tecnologias móveis para o PIB global deve alcançar US$ 11,3 trilhões em 2030, equivalente a 8,4% do PIB mundial. Em 2025, estimou-se um patamar de US$ 7,6 trilhões (6,4%).

A GSMA destaca que a indústria móvel “vai além da conectividade” ao combinar a evolução de redes, incluindo arquiteturas 5G standalone, com a integração acelerada de inteligência artificial e outras soluções digitais. Em 2025, o ecossistema sustentou 8,8 bilhões de conexões sem fio e 5,8 bilhões de assinantes únicos, cobrindo cerca de 70% da população global.

Na dimensão macroeconômica e fiscal, o estudo estima que o ecossistema apoiou 50 milhões de empregos em 2025 (31 milhões diretos e 19 milhões indiretos) e que a contribuição fiscal do setor chegou a US$ 810 bilhões no mesmo ano.

IA: de eficiência a novas receitas — A GSMA Intelligence aponta que operadoras estão reposicionando a IA como vetor de crescimento. Cerca de 45% identificam “novas fontes de receita habilitadas por IA” como prioridade estratégica, com atendimento ao cliente respondendo por 47% das implantações em 2025, e operações de rede ficando pouco acima de 20%.

Entre os modelos emergentes, o relatório cita frentes como conectividade otimizada para cargas de IA (fatiamento de rede e processamento na borda), oferta de computação/GPU sob demanda e parcerias para soluções completas.

eSIM e IoT — A projeção indica que as conexões de smartphones com eSIM chegarão a 2,5 bilhões em 2028, com o eSIM respondendo por 42% de todas as tecnologias de SIM em 2030, acompanhando avanços do iSIM em IoT. A tendência está ligada à digitalização da ativação e cadastro do cliente, maior flexibilidade para múltiplos perfis e expansão para dispositivos vestíveis.

Inclusão digital e espectro — Até 2024, 58% da população global (4,7 bilhões) já acessa a internet por meio de dispositivo móvel próprio, com cerca de 200 milhões tendo iniciado o uso em 2024. Ainda assim, mais de 3 bilhões continuam desconectados, apesar de 96% da população viver em áreas cobertas por banda larga móvel; 710 milhões utilizaram internet móvel sem aparelho próprio em 2024.

No debate regulatório, o relatório defende que o planejamento para 6G comece já, com canais de 200–400 MHz para faixas intermediárias e uma necessidade média de 2–3 GHz no período 2035–2040. O 6 GHz é visto como casa de capacidade em bandas intermediárias, com apoio de países como Índia, China, Brasil e México, onde mais de 80% da população global está em nações que apoiam o uso móvel 6 GHz.

Além disso, o documento traz diretrizes de política pública: reservar espectro para usos específicos não incentiva redes privativas; pelo contrário, pode reduzir o espectro disponível para conectividade industrial por operadoras móveis. Recomenda-se ainda que governos evitem usar o espectro como simples instrumento de arrecadação.

 

Telesintese

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