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Irã mira Big Techs; ameaça Google e IBM

Image © Convergenciadigital
O IRGC anunciou que atacará centros econômicos e bancos ligados a EUA e Israel na região, em retaliação a ataques a uma instituição iraniana. A Tasnim citou Google, Microsoft, Palantir, IBM, Nvidia e Oracle como novos alvos; a notícia foi corroborada pela Al Jazeera e insere-se no contexto de tensões que já duram dias.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou nesta quarta-feira que vai atacar centros econômicos e bancos vinculados a entidades dos Estados Unidos e de Israel na região, em retaliação a um suposto ataque a uma instituição financeira iraniana. O conflito já está em seu 12º dia desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, conforme reportado pela Al Jazeera.

Um porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya, grupo considerado pelo ONU como parte do IRGC, afirmou que “o inimigo deixou nossas mãos livres para atacar centros econômicos e bancos pertencentes aos Estados Unidos e ao regime sionista na região”, acrescentando que “os americanos devem aguardar nossa contramedida e nossa resposta dolorosa”. O comunicado ainda alertou que “as pessoas da região não devem estar a menos de um quilômetro de distância de bancos”.

A agência Tasnim, afiliada ao IRGC, divulgou uma lista de escritórios e infraestruturas de grandes empresas americanas com vínculos israelenses, descrevendo-as como “novos alvos do Irã”. Entre as companhias citadas estão Google, Microsoft, Palantir, IBM, Nvidia e Oracle; segundo Maziar Motamedi, correspondente da Al Jazeera em Teerã, os alvos listados incluem escritórios e infraestruturas de serviços em nuvem localizados em cidades israelenses e em alguns países do Golfo.

A agência justificou a escolha afirmando que “à medida que o escopo da guerra regional se expande para uma guerra de infraestrutura, o escopo dos alvos legítimos do Irã também se expande”, argumentando que as tecnologias dessas empresas têm sido utilizadas para fins militares.

Paralelamente, relatos não confirmados de explosões em Teerã foram notificados; o governo iraniano alega que forças dos EUA e de Israel bombardearam cerca de 10 mil locais civis no país e teriam causado mais de 1,3 mil mortes civis desde o início do conflito. O estopim para as novas ameaças foi o ataque israelense a Beirute na véspera, que atingiu uma agência ligada ao Hezbollah, considerada parte de uma rede de apoio social e financeiro na região.

 

Convergenciadigital

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