Um robô alimentador equipado com inteligência artificial está transformando a suinocultura brasileira, processando até 3 mil animais por dia. Conforme dados apresentados pela Roboagro no Show Rural Coopavel 2026, o equipamento gera economia superior a 37 toneladas de ração por ano e reduz a excreção de poluentes em cerca de 60%. Cada unidade em operação mitiga aproximadamente 67 toneladas de CO² por ano, ampliando o efeito positivo da automação no agronegócio.
A tecnologia utiliza câmeras e sensores IoT para monitorar a temperatura ambiente, as condições térmicas dos animais e estimar o peso individual de cada suíno. Todas essas informações são processadas por algoritmos de IA que ajustam automaticamente a quantidade e a frequência da alimentação, com o controle remoto via aplicativo móvel proporcionando flexibilidade aos produtores.
Do ponto de vista econômico, um único robô pode atender até 3.000 animais diariamente, gerando economia de ração superior a 37 toneladas por ano. A economia por animal fica em torno de 6,9 quilos de ração, equivalente a aproximadamente R$ 14,00. Em comparação com sistemas convencionais, a automação pode reduzir os custos até cerca de R$ 60,00 por animal produzido.
Além dos ganhos diretos, a automação libera tempo para que produtores foquem na gestão estratégica, com a alimentação sendo ajustada com precisão conforme as necessidades detectadas pelos sensores. O uso de plataformas móveis para monitoramento constitui, ainda, um passo importante na digitalização do campo.
A adoção de robôs autônomos no Brasil já soma mais de 1.000 unidades em operação, sinalizando uma transformação digital acelerada no setor. O avanço abre oportunidades para empresas de infraestrutura de TI, cibersegurança e desenvolvedores de soluções específicas para o agronegócio, além de exigir profissionais capacitados para implementar, manter e proteger essas infraestruturas em ambiente rural.