A Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul instalou o primeiro sistema de monitoramento automático de pragas com inteligência artificial em vinhedos de Bento Gonçalves. Em fase de testes por seis meses, a solução utiliza visão computacional para identificar Lobesia botrana em tempo real, defendendo a viticultura regional.
A iniciativa coloca o Rio Grande do Sul como pioneiro na convergência entre IoT, visão computacional e aprendizado de máquina no campo, com o equipamento combinando captura física de insetos e análise de imagens por IA para detectar Lobesia botrana ou outras espécies suspeitas.
O sistema foi desenhado para operação simples: o feromônio no dispositivo é trocado a cada 45 dias, mantendo o monitoramento contínuo sem intervenções técnicas complexas. Dados coletados ficam disponíveis em tempo real via aplicativo móvel, permitindo que produtores e técnicos acompanhem a situação fitossanitária remotamente.
A tecnologia exemplifica a tendência de processamento de informações na nuvem e de alertas automatizados na agricultura de precisão, com o RS mantendo-se na dianteira da digitalização do agronegócio brasileiro.
Especialistas apontam que a adoção de IA em TI rural exige conectividade robusta e atenção a cibersegurança, especialmente em IoT com dados sensíveis. O projeto destaca a necessidade de soluções seguras, autenticação confiável e integração com plataformas de gestão.
Caso de Bento Gonçalves pode servir como prova de conceito para expansão a outras regiões e culturas, abrindo caminho para usos da visão computacional na vigilância de pragas em culturas como soja, milho e café, desde que haja treinamento de algoritmos para espécies locais.