O Gartner, em seu relatório Top Strategic Technology Trends for 2026, apresentado durante o Gartner IT Symposium/Xpo 2025, destaca que as tendências de tecnologia deixaram de ser apenas tecnológicas para se tornarem decisões estratégicas com impactos de médio prazo.
O estudo organiza as tendências em três arquétipos — The Architect (O Arquiteto), The Synthesist (O Orquestrador) e The Vanguard (O Vanguardista) — que devem ser assumidos simultaneamente pelas organizações para manter a competitividade em um mundo orientado por IA.
The Architect defende a construção de bases sólidas com três pilares: AI-Native Development Platforms, AI Supercomputing Platforms e Confidential Computing. Até 2028, estima-se que mais de 40% das grandes organizações adotem arquiteturas híbridas avançadas em processos críticos, buscando equilíbrio entre desempenho, custo, soberania e segurança.
Além disso, o Arquiteto precisa orientar a arquitetura corporativa, o modelo operacional de TI e a governança de dados, incluindo FinOps e capacitação de equipes, para evitar que iniciativas de IA se tornem frágeis ou insustentáveis.
The Synthesist transforma a base em vantagem competitiva ao combinar múltiplas inteligências. Dentre as inovações, destacam-se os Multiagent Systems, que permitem decisões distribuídas entre vários agentes de IA, e os Domain-Specific Language Models (DSLMs), que trazem maior precisão sob dados proprietários. A Physical AI amplia a IA para sensores, robótica e sistemas autônomos, conectando o digital ao mundo físico.
O Orquestrador, portanto, é quem conecta tecnologia à estratégia de negócio, exigindo visão sistêmica, integração e governança para permitir inovação com controle e segurança.
The Vanguard coloca a confiança como ativo estratégico. Em foco estão a Preemptive Cybersecurity, que antecipa ameaças por IA; a Digital Provenance, que rastreia origem e integridade de dados e modelos; e as AI Security Platforms, que protegem modelos de IA contra ataques e vulnerabilidades. A Geopatriation completa o conjunto ao adaptar arquiteturas digitais às realidades regulatórias regionais, rompendo com a ideia de uma arquitetura única global.
Conclui o Gartner: não se trata de escolher apenas um arquétipo. Transformar IA em motor de negócio exige uma agenda integrada de arquitetura, orquestração e proteção de dados, sob a supervisão de governança sólida e foco em geração de valor. As lideranças devem alinhar essas três dimensões para vencer a corrida pela IA em 2026 e além.