Em tom crítico sobre o uso político da tecnologia, este texto destaca a relevância de recursos digitais na defesa das nações, não apenas na teoria, mas na prática de operações que afetam energia, comunicações e mobilidade. Ao contrário de gestos de proteção, a atuação tecnológica pode abrir espaço para “guerras entre nações” travadas no ambiente cibernético e eletromagnético.
A operação referida, atribuída aos Estados Unidos, ocorreu na Venezuela em 3 de janeiro de 2026 e combinou ações cibernéticas, ataques ao espectro e ações aereas para facilitar o avanço de aeronaves e drones sobre Caracas. Relatos apontam que parte da infraestrutura de energia e comunicações foi degradada, criando condições para que forças aéreas se aproximassem sem detecção significativa.
Instalações de defesa aérea, supostamente responsáveis pela proteção de Caracas, teriam sido alvo de ataques, interrompendo a coordenação entre sistemas de vigilância, radares e comunicações. Entre os locais afetados estavam portos e bases militares, sugerindo uma ofensiva que busca demonstrar a vulnerabilidade de infraestruturas críticas, mesmo quando protegidas por tecnologia de ponta.
Especialistas destacam que esse episódio evidencia uma vantagem estratégica no domínio do espectro eletromagnético e do ciberespaço, capaz de neutralizar forças convencionais com alto investimento em armamentos. O uso de inteligências artificiais, sistemas autônomos, armas de energia dirigida e ataque a redes de energia pode provocar impactos econômicos amplos, além do eventual abalo à mobilidade civil.
Para além do choque imediato, o episódio reforça a necessidade de as nações desenvolverem políticas de cibersegurança próprias ou aliadas, assegurando capacidade de ajuste e resposta diante de um cenário geopolítico cada vez mais fragmentado. O debate sobre soberania tecnológica ganha nova urgência, já que a infraestrutura digital se tornou o campo decisivo onde as guerras modernas são definidas e vencidas.