O mercado de banda larga encerrou fevereiro com 54,5 milhões de acessos, segundo dados enviados pelas operadoras à Anatel. A leitura mensal aponta uma queda de 1,2% em relação a janeiro, quando havia 55,2 milhões de contratos, embora a Anatel ainda revise os números devido a atrasos de envio por parte de alguns prestadores.
Entre os grandes grupos, as adições foram modestas, com a Vivo na liderança, ao adicionar 46 mil clientes, elevando sua base para 8,1 milhões de assinantes. A Claro, ainda líder de mercado, somou 27 mil novas linhas, fechando com 10,6 milhões. A TIM, operando com menor pegada na banda larga, acelerou o ritmo e registrou 12 mil contratações, chegando a 878 mil acessos.
A Sky (incluindo o Zaaz) teve um desempenho positivo, ao ganhar 14 mil assinantes e chegar a 259 mil. O Proxxima, integrante do mesmo grupo, recuou em 1 mil, para 234,8 mil. Considerando aquisições do Waiken ILW, o total de acessos do grupo ficou em pelo menos 493,8 mil em fevereiro, com a base já superando 600 mil com novas compras.
No segmento de provedores, as altas foram modestas. A Starlink ampliou a base em 6 mil, para 662 mil assinantes segundo a Anatel (a empresa afirma ter mais de 1 milhão de clientes no Brasil, com metodologia própria). Brisanet, Brasil TecPar e Unifique trouxeram cada uma cerca de 5 mil novas assinaturas, elevando as bases para 1,56 milhão, 1,36 milhão e 852,8 mil, respectivamente. A Ligga ganhou 2 mil clientes, somando 347,4 mil.
Ainda em território negativo, a Nio, divisão de banda larga da V.tal originada da Oi Fibra, registrou queda de cerca de 25 mil assinantes, fechando fevereiro com 3,25 milhões. A Oi manteve 127 mil clientes via cabo metálico, e o grupo registrou uma queda total de 7 mil em relação a janeiro. Giga+ (Alloha Fibra) encolheu em 22 mil, para 1,38 milhão, enquanto a Vero encerrou fevereiro com saldo negativo de 12 mil, totalizando 1,33 milhão de contratos.
Especialistas destacam que os números de Anatel costumam sofrer revisões, e os resultados por operadora podem variar conforme a metodologia de cada empresa. Mesmo assim, o diagnóstico geral aponta fevereiro como mês de consolidação para grandes players, com pressão adicional para as companhias de menor envergadura.