Gastos com infraestrutura de nuvem atingiram US$ 95,3 bilhões no segundo trimestre de 2025, conforme estudo da Canalys, representando um avanço de 22% frente ao mesmo período de 2024. Esse crescimento, impulsionado pela demanda por aplicações de IA, pela migração de sistemas legados e pela escalabilidade de empresas nativas digitais, sustenta o lucro dos provedores, mas pressiona quem contrata a nuvem.
Especialistas indicam que grande parte desses gastos pode ser desperdiçada sem governança adequada: recursos ativos desnecessariamente, workloads superdimensionados e várias equipes consumindo serviços sem uma estratégia comum de gestão.
O Gartner alerta que até 1/3 do gasto em cloud pode ser desperdiçado sem controle, reforçando a necessidade de estruturas que promovam visibilidade, responsabilização e decisões baseadas em custo-benefício reais.
Para lidar com esse cenário, o FinOps surge como modelo de gestão que integra equipes de TI, finanças e negócios. A ideia é otimizar o uso da nuvem, identificando o melhor equilíbrio entre armazenamento, processamento e custo, independentemente de a nuvem ser pública ou privada, e assegurando que a governança acompanhe as decisões de investimento.
Ao transformar finanças em uma função operacional de TI, as FinOps ajudam a evitar decisões precipitadas de migração para a nuvem apenas pelo “ir para a nuvem” e incentivam práticas como desligamento de recursos ociosos e escalonamento conforme demanda. Além disso, conduz a estratégias de cross-cloud, reduzindo dependência de um único fornecedor.
Para alcançar esse impacto, a FinOps deve ser responsabilidade compartilhada entre TI, finanças, compliance e alta direção, integrando o modelo às atividades centrais da empresa e promovendo uma gestão mais transparente e alinhada aos objetivos do negócio.