Um telegrama interno do Departamento de Estado, divulgado pela Reuters, revela que os EUA instruíram seus diplomatas a contestar propostas de soberania de dados que afetem empresas de tecnologia americanas.
O documento afirma que leis de soberania ou localização de dados podem interromper fluxos globais de dados, elevar custos e riscos de cibersegurança, além de limitar serviços de IA e computação em nuvem, ampliando o controle governamental sobre dados e serviços digitais.
A orientação também orienta a oposição a regulações consideradas onerosas, como exigências de armazenamento local de informações, sinalizando uma retoma de uma postura mais confrontacional em relação a países que impõem limites ao processamento de dados no Vale do Silício.
A Reuters aponta que a Europa tem avançado com regras de soberania de dados, citando o GDPR como exemplo de restrições à transferência internacional de dados que resultaram em multas a grandes empresas americanas.
O telegrama menciona a China, descrevendo ligações entre projetos de infraestrutura tecnológica e políticas de dados restritivas para ampliar influência global e acesso a informações para fins de vigilância.
Classificado como um “pedido de ação”, o telegrama determina que diplomatas acompanhem propostas de restrição a fluxos de dados internacionais e divulguem argumentos favoráveis ao Fórum Global de Regras de Privacidade Transfronteiriça, criado em 2022 para apoiar o livre fluxo de dados com proteção à privacidade.