No Mobile World Congress (MWC) 2026, em Barcelona, a Ericsson apresentou uma visão de redes autônomas com IA embarcada, destacando a evolução do 5G Standalone e o caminho para o 6G, com novos serviços que ampliam a monetização da infraestrutura móvel.
Andrea Faustino, CTO da Ericsson para o Cone Sul da América Latina, disse que a empresa reuniu as principais tendências em infraestrutura de redes — rádio, core, OSS e BSS — enfatizando um objetivo mais amplo: tornar a rede cada vez mais autônoma para acompanhar a dinâmica digital. “A grande mensagem que a gente está trazendo esse ano é justamente como a gente transforma tudo isso em uma rede cada vez mais autônoma”, afirmou.
Ela apontou que esse movimento ocorre em dois caminhos paralelos: usar a inteligência artificial para tornar a rede mais eficiente, dinâmica e programável, e, ao mesmo tempo, adaptar a rede para atender à crescente demanda de aplicações baseadas em IA.
Na visão da Ericsson, a inteligência artificial deixa de ser apenas uma carga a ser transportada pela infraestrutura e passa a atuar como instrumento de otimização operacional. “A inteligência artificial faz a rede ficar cada vez mais eficiente, dinâmica, programável”, resumiu Andrea.
O portfólio de serviços diferenciados também ganhou espaço: a empresa mostrou exemplos de ofertas já lançadas em mercados diversos, inclusive no Brasil, demonstrando como operadoras têm explorado novas possibilidades de monetização e de segmentação da experiência. Entre os casos, destacaram-se aplicações de missão crítica que exigem redes mais rápidas e adaptadas às necessidades de cada operação.
O MWC também conectou o momento atual do 5G Standalone ao caminho evolutivo para o 6G. A Ericsson apresentou experiências que ajudam a visualizar o próximo estágio da conectividade dentro do conceito de Rede dos Sentidos. “A gente está dizendo como as operadoras podem fazer uso das capacidades que eles já têm hoje, com a implementação do 5G e do 5G Standalone, para chegar num caminho de evolução para o 6G”, acrescentou.