Especialistas da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul, em Shenzhen, apresentam uma fita DNA sintético capaz de armazenar 36 petabytes de dados em apenas 100 metros de fita, com durabilidade superior a 300 anos em temperatura ambiente.
A densidade de armazenamento impressiona: 28,6 miligramas de DNA por quilômetro de fita. Em termos comparativos, um grama de DNA pode armazenar cerca de 455 exabytes, o que permite que o conteúdo de uma empresa inteira caiba em poucos milímetros de material biológico.
Uma inovação-chave são os códigos de barras integrados à fita, que criam milhões de partições endereçáveis para localizar rapidamente informações específicas sem percorrer todo o conteúdo. O sistema processa até 1.570 partições por segundo, tornando buscas em um meio biológico mais viáveis.
Em termos de durabilidade e energia, o DNA sintético oferece vantagens frente aos data centers tradicionais: a preservação permanece estável por séculos em temperatura ambiente, e o consumo ocorre apenas durante gravação e leitura, sem necessidade de refrigeração contínua.
Porém, ainda existem obstáculos: a recuperação completa de arquivos pode levar até 50 minutos, e a síntese e leitura de DNA em escala comercial continuam caras. Especialistas estimam que os custos seguirão a curva observada no sequenciamento genômico, ficando mais acessíveis para grandes corporações dentro de 5 a 10 anos.
Para líderes de TI, a solução promete escalabilidade, sustentabilidade e uma camada adicional de segurança na retenção de dados de longo prazo. Setores regulados, como financeiro, saúde e farmacêutico, já avaliam aplicações, já que a estabilidade do DNA reduz o risco de degradação de mídia e facilita auditorias de compliance.
Posições futuras apontam para soluções híbridas que combinam DNA para arquivamento com SSDs para acesso rápido, com serviços comerciais inicialmente voltados a arquivamento governamental e científico. Empresas de cloud storage podem, no futuro, oferecer camadas de DNA para clientes que priorizam preservação de longo prazo, enquanto CIOs monitoram capacidades e limites da tecnologia para decisões de arquitetura de dados.