O governo dos Estados Unidos acusou a startup chinesa DeepSeek de utilizar chips Nvidia Blackwell, proibidos para exportação à China, no desenvolvimento de sua nova IA, com lançamento previsto para a próxima semana. A informação foi confirmada por autoridades norte-americanas e colocada em evidência pelo breve comunicado de um porta-voz do governo.
Segundo as autoridades, a DeepSeek estaria operando em um data center localizado na Mongólia Interior, onde milhares de processadores Blackwell teriam sido empregados no treinamento do modelo de IA. A denúncia sustenta que o uso de componentes sob embargo constitui uma violação direta das regras de exportação dos EUA, levando a investigações adicionais e possível responsabilização da empresa.
A acusação também indica uma série de medidas para ocultar o emprego dos componentes, incluindo tentativas de apagar rastros técnicos que comprovem a transferência de tecnologia proibida e a origem dos recursos computacionais utilizados no treinamento. Tal conduta reforça a gravidade do caso e acentua a pressão sobre conformidade regulatória no setor de IA.
Ao lado das alegações sobre GPUs proibidas, as autoridades citam a prática de destilação com outputs de empresas americanas líderes em IA, sugerindo que a DeepSeek pode ter se beneficiado de conhecimento transferido irregularmente de fontes como Anthropic, Google, OpenAI e xAI. Analistas de cibersegurança destacam que esse tipo de técnica expõe vulnerabilidades na proteção de propriedade intelectual e na segurança de modelos de linguagem.
Em resposta, a embaixada chinesa em Washington rejeitou as acusações, afirmando que questões comerciais estão se transformando em tensões políticas e que a tecnologia não deve ser usada como instrumento de disputa. Especialistas alertam para o potencial de consequências diplomáticas e para o aumento do escrutínio sobre cadeias globais de suprimentos, com possíveis sanções ou ajustes em políticas de exportação e aquisição de GPUs.