A DeepSeek viveu a interrupção operacional mais longa desde que ganhou destaque global no início de 2025. A queda ocorreu entre 00h20 (horário da China) e 10h33, em 30 e 31 de março de 2026, deixando a plataforma parcialmente fora do ar por 7h13min.
Relatos de instabilidade começaram no dia anterior, com login falho, timeouts frequentes e respostas incompletas. Dados de monitoramento indicam 625 relatos nas 24 horas anteriores à normalização completa, segundo o Downdetector, mostrando um impacto global para usuários e clientes.
A falha afetou os modelos R1 e V3, dois dos principais produtos da empresa sediada na China. Até então, a DeepSeek havia mantido um uptime de cerca de 99% desde o lançamento do modelo R1 no início de 2025, índice tido como robusto para plataformas de IA em rápido crescimento.
O histórico recente também preocupa: nos últimos 90 dias a empresa registrou 9 incidentes distintos, com 4 grandes interrupções e 5 menores. Desde agosto de 2024, já foram contabilizados 76 incidentes, levantando questões sobre a capacidade da infraestrutura de sustentar a demanda crescente.
Até o momento, a DeepSeek não divulgou a causa oficial da interrupção, seguindo um protocolo comum no setor tecnológico chinês. Analistas apontam tentativas de explicação que vão desde falhas em servidores até sobrecarga de sistemas ou bugs em atualizações, ressaltando a necessidade de planos de contingência mais robustos.
O episódio ocorre num contexto de maior competição no segmento de IA empresarial na China, com rivais como Zhipu AI, MiniMax AI e Moonshot AI disputando participação de mercado. Para gestores de TI, o caso reforça a importância de acordos de nível de serviço (SLAs) bem estruturados, cláusulas de compensação por downtime e avaliações rigorosas da maturidade operacional de fornecedores, além de estratégias de redundância e migração entre plataformas para operações críticas.