A expansão de data centers no Brasil está elevando a demanda por cobre, essencial na construção de cabos, sistemas de refrigeração e conectividade elétrica das instalações.
O mercado brasileiro já soma 195 data centers, com previsões de investimentos de até US$ 92 bilhões até 2031, impulsionando a indústria do cobre a atender uma demanda cada vez maior por infraestrutura elétrica estável e confiável.
O país avança como um dos maiores hubs de tecnologia na América Latina e figura entre os 12 maiores mercados de data centers do mundo, com investimentos estruturais apoiados pela transformação digital e pela adoção de IA, 5G e computação quântica.
Especialistas destacam que, segundo a S&P Global, até 2040 a demanda global por cobre pode aumentar 50% devido a IA e defesa, elevando o risco de déficits que podem chegar a 10 milhões de toneladas por ano em cenários extremos, o que acende o alerta sobre a necessidade de oferta estável no Brasil.
Em termos energéticos, o setor consumiu cerca de 415 TWh em 2024, equivalente a 1,5% da eletricidade mundial, e esse percentual tende a subir com a expansão da IA, exigindo mais cobre para redes de distribuição e sistemas de resfriamento.
O Brasil, por seu potencial, tem a oportunidade de liderar a indústria do cobre aliada ao desenvolvimento de data centers, mas precisa enfrentar desafios ligados à sustentabilidade, à reciclagem e à gestão de cadeias produtivas para manter competitividade frente a EUA, China e Índia.
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