As operadoras de redes móveis enfrentam pressão para transformar investimentos em 5G, Network Slicing e espectro em receitas consistentes. O eSIM e os Entitlement Servers aparecem como alavancas decisivas para criar mercados, novos modelos de negócio e maior valor agregado, indo além da conectividade básica.
Nos últimos anos, IoT celular desenvolveu uma base instalada de dispositivos com eSIM, abrindo oportunidades para serviços de alto valor. O desafio está na escala e no gerenciamento de milhões de dispositivos de baixo contato, que permanecem inativos por longos períodos.
A adoção do GSMA SGP.32 a partir de 2026 representa uma inflexão para IoT massiva, com conectividade embarcada em larga escala. O setor automotivo deve liderar, mas cidades inteligentes, infraestrutura pública e logística seguirão, quando padrões embutidos se tornarem a norma.
O NB-IoT é uma peça-chave para esse ecossistema, oferecendo cobertura, simplicidade e consumo de energia extremamente baixo, criando uma base economicamente viável para IoT de massa. Em contrapartida, os Entitlement Servers passam a centralizar a monetização: eles definem o “como” da conectividade, permitindo ativação sob demanda, gestão de direitos e atualizações automáticas, convertendo ativos de rede em plataformas de receita.
Conclui-se que o verdadeiro valor do eSIM e Entitlement Servers não é o destino, mas a chave para um ecossistema de IoT escalável e baseado em padrões. Implantações reais em medição de água e parcerias em cidades inteligentes já demonstram o benefício: quando conectividade, gerenciamento inteligente de dispositivos e autorização dinâmica se alinham, o valor se multiplica. As operadoras que adotarem esse caminho desde já podem redefinir seu papel na economia digital e expandir sua receita de serviços ao longo de décadas.