Um caso inédito abre a temporada de ações contra grandes plataformas de redes sociais nos EUA, com a Califórnia no centro do debate sobre tempo de tela e saúde mental entre jovens.
A jovem de 19 anos, identificada como K.G.M., afirma ter desenvolvido dependência das plataformas quando era mais nova, apontando o design que prende a atenção e alegando que o uso prolongado contribuiu para depressão e pensamentos suicidas.
O júri deverá decidir se as empresas foram negligentes ao fornecer produtos que prejudicaram a saúde mental da autora e se o uso das redes foi um fator substancial para seu quadro, em comparação com outras causas off-line ou conteúdos de terceiros.
Um ponto central é a chamada lei federal que isenta amplamente as plataformas da responsabilidade pelo conteúdo postado por usuários. As empresas sustentam que estão protegidas, mas especialistas descrevem o caso como um “teste” para essa defesa jurídica.
Segundo analistas, uma decisão desfavorável às redes sociais poderia abrir brecha nessa defesa, com implicações de longo alcance para ações similares e para o debate público sobre duração de tempo de tela. O veredito, estimam advogados, pode chegar à Suprema Corte, em um segundo momento, caso haja recursos, e influenciar dezenas de ações previstas para este ano.