Segundo apuração do TELETIME, apenas fundos vinculados ao BTG manifestaram interesse de participar do leilão das ações da Oi na V.tal, que hoje detém 27,26% da participação.
A administração judicial prevê que o leilão ocorra em 5 de março, e, se a proposta se confirmar, estes recursos poderiam levar ao controle integral da V.tal. O negócio, porém, ainda carrega incertezas, já que não há garantia de oferta.
Um dos pontos de impasse envolve a forma de pagamento: a administração judicial exige pagamento à vista em dinheiro pela participação. A estimativa, antes do início de qualquer negociação, era de cerca de R$ 12,5 bilhões pela fatia.
Além disso, a Oi rejeitou a posição de credores, defendida pelo trustee UMB Bank, de que o leilão da UPI V.tal seria pouco competitivo se créditos de dívida com a operadora fossem usados na compra. A ideia era flexibilizar o uso de créditos para facilitar a aquisição, o que foi rejeitado pela operadora.
A TIM já manifestou desinteresse em participar do leilão, alegando que a proposta não traz controle relevante. No final de 2025, a V.tal informou ter registrado uma baixa contábil de R$ 12 bilhões, cujo impacto ainda não foi publicado nos resultados do ano.
Apesar do interesse declarado por fundos ligados ao BTG, o cenário permanece incerto e depende de evolução do processo de recuperação judicial da Oi e de eventuais ajustamentos no formato do leilão.