Mesmo com o planejamento de leilões da Anatel para 2026, a licitação da faixa de 450 MHz tende a não ocorrer neste ano, afirmou o presidente da Agência Reguladora, Carlos Baigorri, durante o Mobile World Congress (MWC) 2026.
“Não vai acontecer esse ano. Pelo tempo dos movimentos, não vai acontecer”, reiterou o dirigente, observando que editais precisam tramitar pela consulta pública e pela avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU), etapas improváveis de serem concluídas até dezembro.
A faixa 450 MHz foi incluída no planejamento oficial por permitir ampliar a cobertura em zonas rurais e em rodovias. No entanto, a discussão enfrenta oposição de empresas do setor de energia, que utilizam o espectro para redes privativas.
No que diz respeito ao leilão da banda de 6 GHz, já havia sinais de que a metade da faixa destinada à telefonia móvel poderia ser leiloada somente até 2028, e não em 2026. Ainda assim, Baigorri afirmou que espera que o relator do processo (conselheiro Alexandre Freire) leve ao Conselho Diretor, ainda em março, uma proposta de consulta pública sobre o edital, incluindo a divisão de blocos e as obrigações do leilão.
Junto à consulta pública, também poderia ser iniciado o estudo sobre o ecossistema de dispositivos compatíveis com a faixa de 6 GHz, considerado essencial para a viabilidade da venda da faixa às operadoras.