Em 2026, o treinamento de phishing deixa de ser apenas uma iniciativa de compliance e passa a ser uma estratégia contínua de redução de risco, centrada em mudanças de comportamento verificáveis por métricas confiáveis. A engenharia social usa automação e IA para criar mensagens cada vez mais convincentes, fazendo do fator humano o principal vetor de ataque.
Apesar dos avanços tecnológicos, o elemento humano continua alvo privilegiado: executivos, equipes financeiras, recursos humanos e colaboradores operacionais recebem mensagens altamente personalizadas que exploram autoridade, urgência e rotinas diárias. O sucesso desses golpes depende das decisões sob pressão, não apenas da sofisticação técnica.
Entre as mudanças observadas até 2026, surgiram comunicações personalizadas, uso de dados públicos e automação para escalar campanhas. O treinamento precisa ir além de sinais superficiais e preparar as pessoas para analisar contexto, questionar solicitações incomuns e agir com consciência, mesmo quando a mensagem parece legítima.
Enquanto os treinamentos tradicionais focavam em transmitir regras, as abordagens modernas visam alterar padrões comportamentais. Isso envolve repetição, contexto, feedback e exposição a situações realistas, conectando segurança da informação à psicologia organizacional e à gestão de riscos humanos.
Além de um programa técnico, a estratégia de capacitação deve ser liderada pela alta direção e integrada a governança, RH e comunicação interna. A implementação é aconselhada com simulações realistas, avaliações periódicas de maturidade e uso de métricas orientadas a dados — tempo de resposta, denúncias corretas, reincidência de erros e evolução do comportamento ao longo do tempo — para guiar decisões de investimento e melhoria contínua.