O Horizon está em desenvolvimento para substituir o Frontera, o maior supercomputador acadêmico dos EUA, no Texas Advanced Computing Center (TACC) em Austin. O projeto é realizado em parceria com a Dell Technologies e financiado pela National Science Foundation (NSF), visando ampliar a capacidade de ciência aberta e pesquisa de ponta.
A infraestrutura reunirá milhares de servidores Dell, formando um cluster único conectado por uma rede Nvidia Quantum-X800 InfiniBand. Entre os componentes, destacam-se 1 milhão de núcleos de CPU, 4.000 GPUs Nvidia e uma capacidade almejada de 300 petaflops, aproximadamente 10 vezes maior que o atual Frontera.
Na arquitetura de base, o Horizon utiliza o Dell Integrated Rack Scalable Systems (IRSS) com resfriamento líquido direto, processadores Nvidia Grace Blackwell e CPUs Nvidia Vera. A topologia de interconexão foi desenhada para reduzir a latência entre núcleos, essencial para treinamentos de IA massivos e simulações de grande escala.
O Frontera, instalado em 2019 com refrigeração líquida, serve de protótipo para o Horizon. O sistema deve também integrar a nova Leadership-Class Computing Facility (NSF LCCF), uma iniciativa da NSF que busca equiparar a ciência dos EUA a grandes projetos globais em termos de capacidade, como o James Webb e o IceCube.
Segundo Dan Stanzione, diretor-executivo do TACC, o planejamento do Horizon começou em 2017, com uma guinada estratégica para enfatizar IA. Ele explica que a demanda por IA está impulsionando tanto pesquisas em aprendizado de máquina quanto simulações tradicionais, tornando o Horizon o eixo central da estratégia de computação de alta densidade do país.