O agronegócio brasileiro fechou 2025 com crescimento de 11,3%, impulsionando o PIB para 2,3% no ano. No entanto, analistas revisaram as perspectivas para 2026, apontando uma expansão de apenas 0,5%, sinalizando um cenário de ajuste econômico para o setor.
Essa mudança de cenário aproxima os planos de TI das empresas do agronegócio de uma realidade de orçamento mais contido, com reflexos diretos na transformação digital, automação de processos e cibersegurança. A demanda por soluções B2B, como plataformas de gestão, rastreabilidade e IoT no campo, pode recuar diante da menor disponibilidade de capital.
Para os CIOs do setor, o desafio é manter a competitividade tecnológica em meio a restrições orçamentárias. A priorização de projetos com retorno rápido e foco em soluções em nuvem e serviços gerenciados de segurança ganha relevância, reduzindo a dependência de infraestrutura física pesada.
O mercado de tecnologia também deve ajustar suas expectativas: fornecedores de software agrícola, plataformas de gestão e conectividade rural podem enfrentar ciclos de venda mais longos e renegociações mais rigorosas. Modelos de contratação e pagamento mais flexíveis podem emergir como diferencial competitivo.
Mesmo em meio à desaceleração prevista, a digitalização do agronegócio deve continuar, com oportunidades para quem comprovar ganhos de eficiência. Investimentos em ROI claro, métricas objetivas e business cases robustos serão cruciais para manutenção e retomada do crescimento quando o cenário se tornar mais favorável.