A Web 3.0 deixou de ser conceito experimental e já figura como eixo estratégico para CIOs, CTOs e líderes de tecnologia. Ela orienta decisões de arquitetura, governança e segurança, exigindo que as empresas de TI alinhem estratégia, riscos e inovação para manter a competitividade.
Trata-se de uma evolução da Internet que valoriza protocolos abertos, descentralização de dados e identidades digitais, com promessas de maior soberania para usuários e novas formas de monetização baseadas em tokens e contratos inteligentes.
Além do blockchain, a Web 3.0 envolve redes distribuídas, criptografia avançada, armazenamento descentralizado e interoperabilidade entre sistemas. Empresas devem avaliar entre blockchains públicos, privados ou híbridos, considerando custos, governança e compliance para evitar lock-in tecnológico.
Os contratos inteligentes automatizam regras de negócio, trazendo eficiência a cadeias de suprimentos, seguros e serviços financeiros. Contudo, exigem governança de código, auditorias contínuas e integração estreita entre TI, jurídico e compliance para mitigar falhas e disputas.
A identidade digital descentralizada coloca o controle de credenciais nas mãos de indivíduos e organizações, fortalecendo princípios de Zero Trust, privacidade e onboarding, mas demanda integração com sistemas legados e políticas de acesso bem definidas, conforme a proteção de dados e regulamentos vigentes.
No Brasil, a tokenização de ativos, a rastreabilidade e iniciativas de identidade digital encontram um terreno fértil, mas a regulação ainda está em construção. A orientação prática para TI é iniciar com pilotos estruturados, governança de código e parcerias no ecossistema para transformar a Web3 em vantagem competitiva de longo prazo.