A Vivo sinaliza 2026 como ano de fortes tendências operacionais, mirando elevação de receitas por meio de reajustes de planos de telefonia móvel e da expansão de ofertas de serviços digitais ao consumidor. No âmbito B2B, a operadora pretende enriquecer o portfólio com soluções de Inteligência Artificial (IA).
Durante encontro com analistas do Santander, a diretoria — com o CEO Christian Gebara e o recém-eleito diretor de Finanças e RI, Rodrigo Monari — confirmou compromisso com uma estratégia de preços racional para o móvel e indicou que o ciclo de reajustes de planos controle e pós-pagos puros deve terminar em abril. Em relação ao pré-pago, a Vivo disse não descartar aumentos ainda neste ano, mas reiterou que esse segmento gera apenas cerca de 15% da receita.
No canal B2C, a Vivo aposta na evolução das receitas com serviços digitais, buscando transformar a empresa em um centro para consolidação de assinaturas de OTTs, além de reduzir o churn com a oferta de serviços adicionais.
Pelo lado do B2B, a diretoria sinalizou a ampliação do portfólio com soluções de IA, com a expectativa de sustentar vários anos de crescimento acima da inflação nos serviços digitais e, possivelmente, impulsionar revisões para cima nas estimativas de consenso. A Vivo também aponta ganhos de produtividade ao aplicar IA em atividades internas, como os call centers.
Na banda larga, a gestão vê com bons olhos as últimas operações de M&A no setor, incluindo a compra da Desktop pela Claro, destacando a fragmentação do mercado. A Vivo sugeriu que pode desempenhar um papel ativo na consolidação, desde que haja alinhamento estratégico e sobreposição de redes. A meta envolve levar a rede de fibra para mais de 40 milhões de domicílios no médio a longo prazo, ampliando a convergência do Vivo Total em novas cidades.