A Innospace, em colaboração com o Cenipa, comunicou ter concluído a investigação sobre a falha do HANBIT-Nano no Centro Espacial de Alcântara (MA). O relatório aponta que o foguete operou normalmente nos momentos iniciais, mas, aos 33 segundos de voo, houve um vazamento de gás de combustão na seção dianteira da câmara de combustão, provocando a ruptura do componente e a subsequente destruição do veículo em pleno voo.
Segundo a empresa, a causa do vazamento foi a combinação de compressão insuficiente e desempenho irregular da vedação, associadas à deformação de componentes durante a remontagem do sistema. O problema teria ocorrido após a substituição do tampão da câmara dianteira durante a preparação do lançamento no Brasil.
A análise utilizou dados de telemetria, rastreamento, registros operacionais, imagens de vídeo e mais de 300 fragmentos recuperados no local. A investigação conseguiu reconstruir toda a sequência de voo e identificar o momento exato da falha.
Entre os próximos passos, a Innospace informou que vai reforçar processos de montagem e controle de qualidade, além de implementar melhorias de projeto e realizar verificações adicionais. O CEO Soojong Kim ressaltou que o processo forneceu recursos técnicos valiosos para o avanço das tecnologias de veículos de lançamento.
O Cenipa, por sua vez, destacou o caráter técnico e preventivo da apuração. A entidade reiterou que o objetivo não foi atribuir responsabilidades legais, mas aprimorar a segurança das operações espaciais brasileiras, classificando o evento como um incidente, e não como um acidente. Segundo a Innospace, não houve danos às instalações nem feridos, e o lançamento fazia parte da missão Spaceward. A empresa planeja um novo lançamento no Brasil no terceiro trimestre de 2026, sujeito às autorizações regulatórias.