A coordenadora de Educação da UNESCO no Brasil, Rebeca Otero, ressaltou que a tecnologia deve ser um complemento ao trabalho pedagógico e não um substituto da interação humana. Ela enfatizou que políticas públicas de conectividade são essenciais para que a tecnologia chegue a todos.
A transformação digital ampliou o acesso ao conhecimento e diversificou metodologias de ensino, mas traz riscos se mal utilizada e sem políticas para reduzir lacunas de infraestrutura.
Em entrevista ao Tele.Síntese, Otero citou o programa Escolas Conectadas como uma iniciativa relevante, porém reconheceu que ainda há áreas com carência de conectividade.
Um relatório global de monitoramento da educação da UNESCO, publicado em 2023, destaca riscos como distração, dependência tecnológica, perda de interação social e exposição de dados de crianças e adolescentes, reforçando a necessidade de adoção responsável.
No campo da IA, a UNESCO elaborou marcos referenciais para orientar seus 193 países membros. A diretriz principal é que a IA seja centrada no ser humano e acompanhada de formação adequada de docentes e estudantes, com ênfase em entender como a IA funciona e seus impactos ambientais.
As decisões sobre uso da IA devem levar em conta a realidade local, a formação dos professores e as condições estruturais; cada país deve desenvolver diretrizes próprias, considerando especificidades culturais, linguísticas e sociais.
O Tele.Síntese também informa que, em 24 de março, ocorrerá o evento Edtechs – o futuro da Educação, agora, em Brasília, com inscrições abertas.