A União Europeia (UE) planeja divulgar ainda esta semana uma proposta de cibersegurança com o objetivo de proibir o uso de equipamentos fabricados pela Huawei e pela ZTE em infraestruturas críticas do bloco. A medida abrangeria redes de telecomunicações, sistemas de energia solar e scanners de segurança, segundo informações apuradas pelo Financial Times.
A proposta deve ser apresentada na terça-feira, 20 de janeiro, em um momento em que a UE busca reduzir a dependência de grandes empresas de tecnologia americanas e de fornecedores chineses de alto risco. A ideia é criar uma estrutura mais coordenada entre os países-membros, para além de soluções nacionais isoladas.
Embora alguns Estados já tenham proibido hardware chinês em infraestruturas críticas, outros ainda utilizam equipamentos da Huawei e da ZTE. Em 2025, a Espanha concedeu um contrato de 12 milhões de euros à Huawei, apesar de alertas da Comissão Europeia contra a medida.
O Financial Times também indicou que o plano envolve uma reformulação da segurança da UE e aponta a fragmentação das respostas nacionais como entrave à restrição total, destacando que cada país supervisiona sua própria cibersegurança dentro da União.