A União Europeia deve apresentar na próxima terça-feira, 20, uma proposta legislativa para proibir o uso de equipamentos de fornecedoras chinesas como Huawei e ZTE em setores estratégicos.
Diferentemente de restrições anteriores, que miravam apenas telecomunicações, o texto prevê a extensão da vedação a redes de energia solar e scanners de segurança, ampliando o alcance para além do setor de telecomunicações.
A proposta buscaria tornar obrigatória a exclusão de fornecedores considerados de alto risco, removendo a discricionariedade de países que ainda mantêm contratos com as empresas chinesas, citando a Espanha como exemplo.
O movimento atende a pressões de empresas europeias que desejam consolidar a posição da UE no bloco, especialmente diante da saída de alguns competidores asiáticos, e se encaixa em uma reestruturação maior para reduzir dependência tecnológica da China e das big techs dos EUA.
Como a cibersegurança é uma competência nacional, o projeto deverá enfrentar negociações intensas no Parlamento Europeu, com resistência de Estados-membros temerosos dos custos de substituição da infraestrutura.
O rascunho do plano destaca ainda que soluções nacionais fragmentadas falharam em garantir a confiança necessária para a segurança do mercado comum europeu.