O Industry Survey Report 2026, da Mobile World Live, aponta as NTN (redes não terrestres) como complemento estratégico às redes celulares, especialmente em regiões onde a infraestrutura terrestre é limitada ou cara de implantar.
Essa tendência ocorre em um momento de fortes expectativas para o mercado móvel. A GSMA projeta que a contribuição da indústria para a economia global poderá chegar a US$ 11 trilhões até 2030, o que representa cerca de 8,4% do PIB mundial, impulsionado pelo avanço do 5G, da Internet das Coisas (IoT) e de plataformas digitais de alta capacidade.
Para áreas de difícil atendimento, os satélites passam a atuar como extensão da infraestrutura móvel em zonas remotas, marítimas e rurais, locais onde a construção de redes terrestres costuma exigir investimentos elevados ou enfrenta desafios logísticos. A ideia é ampliar o alcance, não substituir a rede celular existente.
A proposta de NTN reforça a estratégia de expansão das operadoras sem depender exclusivamente da construção de novas torres ou de redes de fibra. Com a evolução dos padrões móveis, as novas versões do 5G passam a incluir suporte a comunicações entre dispositivos e satélites, abrindo caminho para serviços híbridos que combinam infraestrutura espacial e terrestre.
Essa integração entre satélites, 5G e novos padrões de conectividade cria oportunidades tanto para operadoras quanto para fabricantes e fornecedores de tecnologia, ampliando o catálogo de dispositivos conectados e serviços de comunicação com alcance ampliado. O setor móvel, por sua vez, continua apoiado pelo crescimento de aplicações corporativas baseadas em IoT e pela expansão de plataformas digitais que dependem de conectividade de alta capacidade.