Um dos maiores tormentos da área de Segurança da Informação hoje são as Inteligências Artificiais que não se falam. No Tech Gov Fórum RJ, realizado nos dias 24 e 25 de março no Rio de Janeiro, o diretor de Segurança da Informação do Proderj, Fábio Ivo, destacou a fragmentação de relatórios causada pela falta de integração entre as IA dos diferentes fabricantes.
“Sei que as IAs dos fabricantes são proprietárias e competem entre si, mas sem integração dificilmente entregam um relatório único para o governo”, afirmou Ivo.
Segundo ele, a Instrução Normativa 7, prevista para julho, vai estabelecer normas de uso da IA, mas não definirá quais dados podem ser inseridos. A padronização completa virá apenas com a IN 9, ainda em elaboração, e o Tribunal de Contas do Estado trabalha para servir de base até lá.
O diretor de Segurança da Informação também alertou que cada órgão passando a usar sua própria IA — seja Claude, Gemini ou outra — representa risco de segurança se a decisão for tomada de forma isolada. “IA já é uma questão de segurança no Estado. O Estado não libera o uso de qualquer IA pelo servidor, e ainda não há um mecanismo para bloquear o uso de IA não autorizada — isso virá com a IN 7 — para impedir vazamento de dados sensíveis”, afirmou.
Assista à entrevista com Fábio Ivo para mais detalhes sobre a direção futura da política de IA no estado.