A Wireless Broadband Alliance (WBA), entidade global de padrões sem fio, apresentou uma estrutura de segurança para redes que combinam 5G privativo, Wi‑Fi e infraestrutura de TI.
Em um relatório divulgado na terça-feira, 20 de janeiro de 2026, a organização aponta que para alcançar conectividade segura por meio de um 5G privado, é necessário adotar parâmetros de confiança zero (zero trust) e unificar políticas de acesso, reduzindo o atrito entre redes móveis e banda larga fixa.
Segundo Tiago Rodrigos, presidente e CEO da WBA, o 5G privado representa a próxima fronteira da conectividade empresarial, mas traz novas complexidades e riscos; a integração com uma camada de segurança comum pode acelerar a transformação digital sem comprometer a resiliência.
A proposta também prevê o uso do pxGrid, um protocolo para troca de dados entre Wi‑Fi, 5G e sistemas empresariais, aliado à computação de borda de múltiplos acessos (MEC) e à análise de Inteligência Artificial (IA) para detecção de anomalias em tempo real, além de um sistema de respostas automatizadas para situações de perigo.
Para a WBA, o modelo poderia reduzir o risco cibernético de empresas que utilizam redes 5G privativas, beneficiando operadoras, integradores e fornecedores com a oferta de um serviço convergente aos clientes. O relatório é descrito como o primeiro passo, com foco em políticas e arquitetura de segurança; uma segunda fase tratará da segurança operacional inteligente em redes convergentes.