A Vivo expandiu a cobertura de sua rede móvel em áreas remotas da Amazônia, com o objetivo de atender comunidades fornecedoras da Natura. Até o momento, a iniciativa já levou conectividade a 63 localidades da região Norte, entre 74 mapeadas, beneficiando diretamente 32 cooperativas e cerca de 1,7 mil famílias ligadas a cadeias da sociobiodiversidade.
A parceria foi consolidada após diagnóstico feito pela Natura em 2023, que identificou que a falta de infraestrutura de telecomunicações dificultava o uso de sistemas digitais, envio de informações fiscais e rastreabilidade da produção. A Vivo assumiu a instalação da cobertura móvel em localidades geograficamente isoladas, alinhando-se à estratégia de inclusão digital no território amazônico.
As comunidades atendidas são formadas majoritariamente por agricultores familiares, ribeirinhos e povos tradicionais, integrando há mais de duas décadas a rede de fornecimento da Natura, com insumos como castanha, andiroba, piriprioca, patchouli e capitiú, usados em linhas de cosméticos como Natura Ekos. Atualmente, 52 comunidades compõem a rede, organizadas em 94 cadeias produtivas na Pan-Amazônia.
“A Natura tem impulsionado a modernização das operações das comunidades parceiras, com a transferência de processos e tecnologias, sendo a conectividade um dos principais desafios, devido à complexidade geográfica e logística da região. A Vivo passou a ser uma aliada essencial para o fortalecimento das cadeias da sociobiodiversidade”, afirmou Renata Marques, CIO da Natura.
Segundo a Natura, com a ativação da conectividade, cooperativas passaram a utilizar sistemas digitais de gestão, realizar transações financeiras, emitir documentos fiscais com mais agilidade e participar de treinamentos remotos. A digitalização também viabilizou a permanência de jovens nas comunidades, abrindo oportunidades de estudo e trabalho.
Um exemplo é a cooperativa Aprocamp/Coopcamp, localizada na comunidade Campo Limpo, em Santo Antônio do Tauá (PA), a 80 quilômetros de Belém. Antes da chegada da cobertura móvel da Vivo, a emissão de notas fiscais exigia viagens de até 30 quilômetros até o centro urbano mais próximo. Com a conectividade ativa desde 2023, a rotina da cooperativa foi transformada, conforme relato de Nazaré Novaes Mateus, presidente da Aprocamp/Coopcamp: “Tínhamos uma planilha no computador da sede que se conectava via rádio. Fora isso, precisávamos viajar de barco e carro durante horas para ter acesso à internet.”
Karina Baccaro, diretora de Marketing e Operações B2B da Vivo, ressaltou que o projeto reforça o papel da operadora na transformação digital de comunidades de difícil acesso: “Ao conectar comunidades parceiras da Natura, a Vivo contribui para a modernização produtiva, o fortalecimento da economia local e a criação de novas oportunidades.”
Além da expansão da rede móvel, a Vivo mantém o programa Floresta Futuro Vivo, voltado à restauração ecológica no Mosaico Gurupi–Turiaçu, entre o Maranhão e o Pará. O projeto prevê investimentos na recuperação de 800 hectares e no plantio de mais de 900 mil árvores nativas, em diálogo com as comunidades locais. (Com assessoria de imprensa)