O setor de TI brasileiro ganhou foco nesta terça-feira (14), quando a Brasscom realizou um evento em Brasília reunindo representantes do Banco do Brasil, da Camex e do BNDES para debater o novo marco do crédito oficial à exportação e as dificuldades de financiar operações baseadas em serviços.
No centro do debate, a Lei 15.359, já sancionada, que moderniza instrumentos de financiamento à exportação de serviços. A Brasscom ressaltou a importância de regulamentações futuras e destacou a principal barreira: a dificuldade de oferecer garantias em operações com ativos intangíveis, tema fundamental para o setor de tecnologia.
Participantes avaliaram o cenário, com Sérgio Sgobbi, diretor de Relações Institucionais da Brasscom, enfatizando que o momento é oportuno: a nova lei abriu espaço para maior flexibilidade de instrumentos de crédito e seguro, incluindo apoio à fase pré-embarque, o que pode beneficiar empresas de serviços de TI.
Raquel Abdala, subsecretária de Crédito à Exportação da Camex, concordou quanto às particularidades do setor de serviços, citando a imaterialidade como ponto-chave. Ela indicou que, na prática, ainda não houve operações oficiais de apoio a serviços, mas afirmou que a aprovação da lei representa avanço significativo.
O presidente executivo da Brasscom, Affonso Nina, ressaltou que a instituição busca posicionar o Brasil no mapa mundial da tecnologia, conectando infraestrutura, saúde e segurança a uma estratégia de inserção internacional para software, processamento de dados, hardware e serviços digitais. O BB, o Camex e o BNDES também defenderam o uso de linhas existentes para atender a exportação de serviços, destacando a importância de medidas públicas para facilitar enquadramento tributário.