Cada vez mais, empresas brasileiras enfrentam vetores de ataque mais sofisticados, redes distribuídas e operações que dependem de conectividade contínua. Esse cenário tornou inadequadas abordagens lineares ou dependentes de ferramentas isoladas. A segurança em camadas evoluiu para um ecossistema estratégico que integra identidade, rede, análise de comportamento, governança, proteção de dados, dispositivos e aplicações.
Historicamente, a leitura brasileira do conceito era a soma de defesas isoladas — firewalls, antivírus, filtros de e-mail e proxies. Com a migração para nuvens diferentes, multicloud e operações híbridas, ficou claro que a fragmentação gera silos. As camadas precisam trocar informações, gerar contexto e responder de forma coordenada para manter a proteção em ambientes distribuídos pelo país.
A identidade tornou-se a primeira camada e o centro da estratégia. Quando usuários se conectam de locais variados e aplicações são acessadas por redes fora do controle corporativo, a autenticação multifatorial, a avaliação contínua de risco e a validação de dispositivos guiam o acesso, limitando privilégios conforme o recurso acessado.
A camada de rede passou a ser a fonte de visibilidade operacional. Microsegmentação, inspeção de tráfego criptografado e políticas adaptativas permitem monitorar fluxos, detectar desvios e impedir movimentos laterais. Em organizações com unidades regionais, a rede sustenta políticas consistentes e oferece o contexto necessário para decisões rápidas de acesso e contenção.
Proteção de aplicações, dispositivos e governança completam o ecossistema. A proteção de APIs, a classificação de dados, a criptografia adequada e a governança garantem conformidade regulatória e auditorias mais eficientes. No Brasil, a integração entre camadas e a visão holística da segurança convertem o modelo em uma vantagem competitiva diante de um cenário regulatório e tecnológico complexo.