A semana confirmou a consolidação da transformação digital no agronegócio, com a convergência entre produção rural e tecnologia da informação se tornando imperativo operacional. De Roraima às grandes lavouras globais, produtores enfrentam o mesmo desafio: modernizar sem comprometer segurança, eficiência e sustentabilidade financeira.
Segurança da informação como ponto crítico. Com a adoção crescente de tecnologias digitais, a proteção de dados se tornou essencial no setor rural. Informações sobre manejo, reprodução, sanidade e histórico de animais passam a ser registradas em plataformas online ou na nuvem, ampliando o risco de acessos não autorizados, perdas de dados e ataques cibernéticos. Consultores destacam políticas de proteção de dados, autenticação forte, criptografia e backups frequentes como pilares da estratégia.
Agricultura 4.0 projeta US$ 435 bilhões até 2030. Segundo estudo da OpenPR.com, o mercado global deve saltar de US$ 142,19 bilhões em 2024 para US$ 434,72 bilhões até 2030, com crescimento anual de 20,47%. O hardware—sensores, drones, GPS e tratores autônomos—representou 56% da receita em 2023, apontando para maior exposição digital nas fazendas conectadas. Mais de 300 mil drones agrícolas operam globalmente, gerando fluxos contínuos de dados geoespaciais, térmicos e espectrais.
Agro 5.0 exige arquiteturas híbridas. A transição para o Agro 5.0 demanda redes 5G, IoT e governança robusta, especialmente em áreas rurais onde 53% dos agricultores já utilizam ou pretendem adotar tecnologias avançadas. Dados locais indicam que 40% dos agricultores brasileiros investem lucros em novos maquinários, 34% em insumos tecnológicos e 85% utilizam WhatsApp para fins agrícolas, revelando familiaridade com ferramentas digitais, mas também vulnerabilidades com apps não corporativos. O principal obstáculo permanece a conectividade, levando a soluções híbridas com 5G onde disponível, backup 4G, satélite e edge computing.
Cercas virtuais transformam a pecuária norte-americana. Nos EUA, pecuaristas adotam cercas virtuais controladas por GPS e coleiras inteligentes. Em projeto piloto de US$ 900 mil da Universidade do Missouri, a solução reduziu custos de mão de obra em 25% e quase dobrou a eficiência de pastagem, de 90 para 170 dias por acre. O sistema usa coleiras que emitem avisos sonoros ao se aproximarem dos limites, com estímulos elétricos leves apenas para realinhar o animal.
Drones agrícolas crescem 11 vezes no Brasil. A pulverização por drones, integrada a IA e sensores, ajuda a mapear áreas críticas em tempo real e reduziu perdas por compactação do solo em até 5%. No Brasil, a tecnologia cresceu significativamente desde 2021, com operações sobrevoando lavouras sem contato físico, mantendo a integridade das linhas de cultivo e ajustando automaticamente a dosagem conforme necessidades locais.
Esta semana reforça que a transformação digital no agronegócio não é apenas adoção de ferramentas, mas repensar infraestrutura, segurança, capacitação e governança em um setor historicamente distante da cultura digital corporativa. Siga o Itshow no LinkedIn e assine a news para ficar por dentro das novidades de TI e Cibersegurança.