O PagBank divulgou um reforço expressivo em suas medidas de cibersegurança para mitigar fraudes no início de 2026, período em que o volume de transações costuma crescer e ampliar a superfície de ataque.
A estratégia da instituição envolve camadas de proteção: alertas de login em dispositivos considerados de risco, validações adicionais e monitoramento contínuo para diminuir as chances de fraude passar despercebida.
Entre os recursos destacados estão o alerta de login quando a conta é acessada a partir de um “dispositivo de risco”, o uso de QR Code como etapa de autenticação ao acessar a conta pelo computador e proteções adicionais no desktop, além de avisos sobre ligações suspeitas e o recurso Wi‑Fi Seguro para ambientes de rede não confiáveis.
O PagBank também reforça o uso de inteligência artificial e análises comportamentais para detectar padrões incomuns de acesso e movimentações suspeitas. O objetivo é acionar controles adicionais, aumentar o nível de verificação ou até bloquear operações antes que o dano financeiro se materialize.
Dados do setor revelam o desafio: quase 7 milhões de tentativas de fraude foram registradas no primeiro semestre de 2025, com um aumento de 29,5% em relação ao mesmo período de 2024, destacando o setor bancário como principal alvo de golpes.
Especialistas enfatizam que a tecnologia não substitui o comportamento: a atenção do usuário, especialmente em fases de maior demanda, é parte decisiva da defesa. Nesse sentido, responsáveis de TI reforçam a necessidade de educação, comunicação clara com clientes e governança integrada entre TI, segurança, risco, produto e atendimento.
Segundo Sadami Ikegami, CRO do PagBank, a proteção depende também da percepção rápida do atacante e da capacidade de reagir. As novas camadas de autenticação e a IA de detecção buscam encurtar a janela de resposta e reduzir custos operacionais com reversões e atendimentos, mantendo a experiência do cliente com o mínimo de atrito.